Fisioterapia e reabilitação física

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R. Pinheiro Machado, 2781 - São Pelegrino, Caxias do Sul - RS, 95020-172

Fisioterapia neuro

Fisioterapia Neurológica

Contamos com serviço de fisioterapia Neurológica, onde são atendidas crianças de 0 a 13 anos com diferentes patologias, tais como Encefalopatia Crônica não progressiva da Infância, mielomeningocele, Distrofias musculares, Síndrome de Rett, Síndrome de Cri-du-chat, Artrogripose, Síndrome de Legg Calvé perthes, Síndrome de Down, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, entre outras disfunções neuropsicomotoras.

São utilizadas técnicas de facilitações e aprimoramento nas aquisições das funções motoras, alongamento muscular, modulação de tônus, ganho de força muscular e ADM, trabalho de motricidade fina e ampla, treino e aprimoramento das AVD’S, trabalho de propriocepção com diferentes texturas, treino de equilíbrio e marcha.

Atendemos com método Neuro Evolutivo Bobath Protocolo Pedia Suit, Integração Sensorial, treino de marcha na esteira, Eletro Estimulação Transcraniana.

Análise Visual de Marcha

A análise visual da marcha é um exame que mostra detalhadamente os diversos aspectos dos ciclos de movimento, permitindo o diagnóstico mais preciso de alterações.

O exame é composto de minucioso exame clínico e de vídeos. Todos estes dados são avaliados por equipe multidisciplinar segundo protocolos validados, elaborando-se assim um relatório detalhado sobre as anormalidades encontradas. O relatório, acompanhado dos vídeos,  discrimina o resultado das análises  e inclui sugestões de condutas para o caso.

Este exame geralmente é solicitado por médicos ou fisioterapeutas interessados num estudo pormenorizado das alterações da marcha de seus pacientes e serve não somente para o diagnóstico destas alterações mas também para a avaliação dos resultados após intervenções. Treino de Marcha em Esteira com Suporte Parcial de Peso

O treino de marcha em esteira com suporte parcial de peso é uma técnica avançada que complementa as demais utilizadas na fisioterapia convencional, pois permite que o paciente execute os movimentos para andar mesmo em períodos precoces do pós-operatório de cirurgias dos membros inferiores ou quando não apresenta todo o equilíbrio e força necessários para andar sem ser com muito apoio. Após um período de treinamento os benefícios adquiridos mostram-se mantidos em muitos casos, por vários meses.

São benefícios do treino de marcha em esteira:

  • melhora da velocidade para andar e do comprimento do passo;
  • melhora do equilíbrio;
  • mesmo nos pacientes que não caminham de forma independente, pode-se observar melhora na habilidade de realizar ou auxiliar nas transferências.


AVALIAÇÃO DO MEMBRO SUPERIOR NA PARALISIA CEREBRAL ESPÁSTICA

Método de Shuee

A fim de determinar qual o melhor tratamento para alterações do membro superior na paralisia cerebral espástica, realiza-se um estudo detalhado que é composto de minucioso exame clínico e de filmagens da realização de 17 tarefas. Este material é analisado segundo um protocolo americano, consagrado para o estudo dos problemas do membro superior na paralisia cerebral hemiplégica (Shriner’s Upper Extremity Evaluation).

O resultado desta avaliação aparece em relatório com escores e vídeos, sugerindo a melhor conduta a ser tomada. Este exame é solicitado por médicos, fisioterapeutas ou terapeutas ocupacionais. Reabilitação de Membro Superior após Acidente Vascular Encefálico

Deformidades do membro superior são comuns após acidentes vasculares encefálicos (AVE)), devido à espasticidade e à falta de força que ocorrem. Os músculos espásticos restringem a mobilidade das articulações, dificultando o posicionamento do braço, punho e dedos, o que limita o processo de reabilitação.

São essenciais no tratamento:

  • início precoce da reabilitação, que deve ser interdisciplinar;
  • protocolos específicos de avaliação inicial e para acompanhar os resultados do tratamento;
  • fisioterapia: imediata e contínua, com  técnicas funcionais e de recuperação da força;
  • controle da espasticidade, o que às vezes requer aplicações de Toxina Botulínica;
  • uso de órteses, quando indicadas.

Avaliação Pré-Operatória e Reabilitação para Rizotomia Dorsal Seletiva na Paralisia Cerebral

A espasticidade é a responsável por grande parte das manifestações músculo esqueléticas e deformidades na paralisia cerebral. Seu controle representa um ponto crucial no tratamento ortopédico. A rizotomia dorsal seletiva é um procedimento cirúrgico realizado nas raízes nervosas que saem da medula a nível lombar, com a finalidade de diminuir a espasticidade dos membros inferiores, a cirurgia para rizotomia é realizada por neurocirurgião com experiência no procedimento.

A indicação para realizar a rizotomia deve partir do ortopedista e do neurocirurgião. Antes da cirurgia é necessária avaliação detalhada e específica cujos resultados auxiliarão no procedimento. No período pós-operatório é fundamental a realização de fisioterapia especializada, de forma intensiva.

Fisioterapia após Tratamento da Espasticidade na Paralisia Cerebral com Toxina Botulínica

Os músculos espásticos têm um aumento da resistência quando são alongados, sendo mais difícil "esticá-los" e também custam mais a relaxar, o membro parece "duro" e "pesado", criando dificuldades para a realização do movimento, para atividades da vida diária.

Para crianças, a espasticidade leva à alteração no crescimento do músculo, o que leva a deformidades que inicialmente são dinâmicas, ou seja, podem ser revertidas com posicionamento ou uso de órteses, mas posteriormente tornam-se mais fixas e rígidas, difíceis de reverter sem cirurgia.

Um dos tratamentos indicados para a espasticidade  é a aplicação muscular de toxina botulínica. Após a aplicação a fisioterapia deve ser intensiva e específica, a fim de otimizar os resultados. Terapia por Contenção Induzida

É uma terapia utilizada para pacientes maiores de 2 anos, com paralisia cerebral hemiplégica, em que um lado do corpo é acometido e o membro superior mostra limitações do movimento. Baseia-se no incentivo ao uso do membro afetado, restringindo a mobilidade do membro bom, através do uso de gesso, tipóia ou outros recursos, acompanhado de programa de fisioterapia específico e de orientações para exercícios em casa.

Como resultado desta terapia ocorre melhora do uso do braço afetado e das habilidades manuais, como alimentação, higiene, vestuário, segurar e soltar objetos, coordenação motora fina, preensão e força muscular.